É a semana do meu aniversário e com isso cria-se uma expectativa muito grande de que a semana seja cheia de coisas boas, boas notícias e bons presentes. Entretanto, alguns dias depois do meu tão esperado dia no ano, você vai embora. E Deus sabe quando voltará. E isso não é uma coisa boa, uma notícia boa ou um bom presente.
Aliás, é um bom presente, porque é o tempo que se encontra e é o que temos que aproveitar. O presente, o momento, o dia, a tarde e a noite. E eu aproveito tudo com você, meu bebê.
Eu não tenho só você no coração, porque você ocupa um bom espaço na minha vida e está comigo nos fones e no meu mp3 que nunca deixo descarregar, você está comigo numa chamada perdida do celular, uma mensagem tentadora ao celular, na parada do ônibus, na rua, nas calçadas, cantando, rindo, me abraçando, me fazendo rir e me viciando.
Hoje, que dia... Que dia pra se eternizar aqui. Foi tão cansativo, mas tão prazeroso te ter alí tão perto, tão próximo, tão do meu lado, tão literalmente. E eu só tenho beijos e abraços e carinhos sem ter fim por você, meu bebê.
Acabo de ver o hoje virar amanhã, nesse relógio digital que não me dá tempo de te fazer eterno nesse post. Mas tudo bem, tivemos janelas e carros como testemunha, tivemos Oasis, Coldplay, Chico Buarque, The Smiths e tão perto da minha casa eu tive você e sua voz e o som do meu violão. Eu tive cantoria num banco de ônibus lotado e lotado de vazio, porque alí eu só via eu e você. E o seu abraço tão honesto e sua voz no meu ouvido dizendo: eu vou sentir saudade de vocês. E eu não quis ouvir o plural, porque era a mim que você abraçava e era a sua voz que me encantava e me matou de amor.
Eu também sentirei sua falta, bebê. Sentirei falta de saber que estás por perto. E quanto mais perto está, mais tempo falta pra te aproveitar.
Ainda falta muitos dias até você ir e por isso quero te ter mais vezes, mais presente, mais sorridente, mais a pé pra que eu possa te ver.
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