quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Silencioso

Com o celular na mão, abri o redator para digitar algo que o chamasse a atenção. Eu poderia dizer que queria vê-lo, que sinto sua falta, que sinto falta do seu cheiro... Tudo isso soaria tão patético. Eu preciso chamar sua atenção para algo importante. Fechei os olhos e me acomodei na cama, tão espaçosa e quente. Eu estava só de toalha. O calor do meu corpo e o calor do ambiente pedia um banho rápido e mal tirei o excesso de água. Fiquei na cama de toalha, sentindo o vento do ventilador soprando e atiçando em mim um desejo "eu adoraria suas mãos em mim", pensei. E minha língua, sempre inquieta, umedeceu meus lábios e eu sorri. Só de pensar no seu nome, na sua pele ardente, seu corpo perto de mim, me dá sensação de dominação e eu derreto inteira com isso. É tão intenso... Meus seios sensíveis e pequenos na palma da mão reagem do jeito que você gostaria e até consigo sentir sua língua quente neles. Parece tão real, parece que você está aqui e eu suspiro, gemendo contido, minhas coxas roçam uma na outra e me sinto molhada. Muito. Extremamente molhada e quente. Sinto o toque e me arrepio toda. É gostoso, é excitante, é devastador. Me toma, eu sou sua. Me assusto com o celular vibrando na minha mão: É ele. Atendo, com a voz entrecortada, como se tivesse flagrado alguma coisa e, por certo, foi o que aconteceu. Minha voz é manhosa e maliciosa. Logo me pergunta o que estava fazendo e sou um sorriso inocente, tento desconversar. Ele está aqui no portão. E me avisou: Tenho dois lenços pretos. Te quero cega e quieta.

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