segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ana, Ávida
Fazia tempo que não escrevia sem que seja para um destinatário. Escrevo pra lembrar, porque minha memória é detalhista demais e eu me perco nos detalhes. Preciso focar no que tenho pra digitar aqui. Sem precisar de um assunto específico, daqueles que ando rindo quando tenho emails. Eu não pude negar o seus galanteios de domingos a noite. Inclusive, sinto falta quando não os tenho. E não me fiz de rogada, eu tinha que vê-lo. E ao seu primeiro cumprimento, não pude deixar de externar minha vontade de submissa em tê-lo perto, tocá-lo e tê-lo em silêncio, pois seu sarcasmo requereria muito da minha inteligencia e eu não ousaria perder meu tempo.
Já estava me sentindo culpada desde outrora e quis aumentar minha culpa, castigando-me por ser tão calculável, tão milimetricamente maldosa sobre minhas ações. Não tenho sido uma boa menina. Mereço, mesmo, umas boas palmadas. Mas meu desejo, aquele âmago desejo, não fora atendido e eu tive pressa de ser dominada. Não me demorei no banho, não quis tirar o meu cheiro e não o fiz esperar. Peguei a primeira blusa azul, com alças finas que estava jogada na cama e uma saia. Saí descalça, com as chaves de casa, o celular e sem calcinha. Entrei no carro e dei boa noite. O banco de couro estava frio por causa do ar-condicionado e eu suspirei tentando me controlar. Eu já estava quente do banho, da cama, da minha natureza. Dei um riso no canto da boca e conversamos por uns trinta segundos, enquanto ele dirigia seu esportivo preto. Logo repara que estou descalça. Eu sorrio, timidamente, mordo o lábio inferior tentando parecer natural e me justificar. Sou uma moleca, respondi-lhe. Esqueci o calçado, o recato e até a calcinha. Ele, com as mãos no volante, me olhou sério. Achei que voltaria para minha casa no mesmo minuto e me faria compor. Diminuiu a velocidade do carro, desce a mão até o meu banco e segura minha coxa. Sua respiração muda, sua mão é suave e eu rubro com minha vontade. Estou tão quente que consigo sentir, por todo meu corpo. Ele sobe sua mão até me sentir escorrer e avança dirigindo. E sua mão avança pra dentro de mim, com seus dedos que deslizam me fazendo respirar delirante, encostando a cabeça no banco do carro, com as pernas rígidas, querendo acompanhar sua mão e seu pé pesado no acelerador nos destina a algum lugar. Estou embriagada com o cheiro do seu perfume que está por todo o carro, mas temos que sair dele. Subo as escadas contigo atrás de mim, esperando por um vacilo e que dê pra ver qualquer lance da minha nudez menina, cálida. Não demora e me beija apressado, ansioso e logo estamos na cama. Desnuda da blusa e do sutiã, fico apenas com a saia num fetiche secreto que logo percebi. Somos tão íntimos, sem pudores, o ritmo parece ensaiado, parece uma competição. Meu desejo emite sons que saem de mim e isso o excita a ponto de palmar sua mão, que antes me afagava, e isso me faz corar. Estou por cima, dominante. Meus cabelos cobrem o rosto e ele os joga para trás, quer minha boca e olhos negros visíveis. Seu fetiche é intenso, seu desejo de ter meu corpo o entorpece e isso me agrada. Não costumo ser dominadora. Sou submissa, em tudo. Ele nota meu cansaço e me toma, sinto seu peso me esmagando sem dó e me penetra duro, e ele sussurra com a testa encostada na minha e os lábios praticamente tocando os meus "és minha submissa, Ana" e eu não me demoro a derreter com sua honestidade e desejo. Sou sua escrava. Ordene, senhor. Até consegui pensar nisso enquanto fodia-me arduamente. Tão logo me pôs de bruços, afastou o cabelo curto do meu rosto e não demorou a pedir que eu gozasse. "Goze comigo, querida" e não tive dificuldades. Sou uma serva obediente. Rápido ele saiu de dentro de mim, sem nenhum carinho ou cuidado e embebedou-me com seu líquido doce. Estava realmente doce. Ele levantou, tirando forças não sei de onde e falou: comi chocolate antes de te encontrar.
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