terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Véspera de aniversário

É a semana do meu aniversário e com isso cria-se uma expectativa muito grande de que a semana seja cheia de coisas boas, boas notícias e bons presentes. Entretanto, alguns dias depois do meu tão esperado dia no ano, você vai embora. E Deus sabe quando voltará. E isso não é uma coisa boa, uma notícia boa ou um bom presente.
Aliás, é um bom presente, porque é o tempo que se encontra e é o que temos que aproveitar. O presente, o momento, o dia, a tarde e a noite. E eu aproveito tudo com você, meu bebê.
Eu não tenho só você no coração, porque você ocupa um bom espaço na minha vida e está comigo nos fones e no meu mp3 que nunca deixo descarregar, você está comigo numa chamada perdida do celular, uma mensagem tentadora ao celular, na parada do ônibus, na rua, nas calçadas, cantando, rindo, me abraçando, me fazendo rir e me viciando.
Hoje, que dia... Que dia pra se eternizar aqui. Foi tão cansativo, mas tão prazeroso te ter alí tão perto, tão próximo, tão do meu lado, tão literalmente. E eu só tenho beijos e abraços e carinhos sem ter fim por você, meu bebê.
Acabo de ver o hoje virar amanhã, nesse relógio digital que não me dá tempo de te fazer eterno nesse post. Mas tudo bem, tivemos janelas e carros como testemunha, tivemos Oasis, Coldplay, Chico Buarque, The Smiths e tão perto da minha casa eu tive você e sua voz e o som do meu violão. Eu tive cantoria num banco de ônibus lotado e lotado de vazio, porque alí eu só via eu e você. E o seu abraço tão honesto e sua voz no meu ouvido dizendo: eu vou sentir saudade de vocês. E eu não quis ouvir o plural, porque era a mim que você abraçava e era a sua voz que me encantava e me matou de amor.
Eu também sentirei sua falta, bebê. Sentirei falta de saber que estás por perto. E quanto mais perto está, mais tempo falta pra te aproveitar.
Ainda falta muitos dias até você ir e por isso quero te ter mais vezes, mais presente, mais sorridente, mais a pé pra que eu possa te ver.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Saudade indolor

Eu sou muito ligada a datas. Tanto nas boas, quanto nas ruins. E minha memória super-maravilhosa não me deixa esquecer nenhum detalhe. Nem os bons, nem os maus.
Hoje, 19/02, faz quase um mês que eu estive naquele quarto pela última vez, sentindo aquele cheiro de roupa limpa, que estive deitada naquela cama sob aqueles lençóis puramente e impecavelmente brancos e que tinha o cheiro tão doce e tão seu. Eu estava deitada tentando memorizar todos os cantos do lugar, o azul da parede e aquela madeira com um fio preto de ponta a ponta, a estante e aquelas empoeiradas revistas que você nunca lia nem me deixava ler, seu computador que fazia uma barulho horrível e o som do teclado com quem eu tanto travei caras de ódio por você ter mais tempo pra ele do que pra mim; Faz quase um mês que eu vi aquela caixa dourada dentro do seu guarda-roupa pela última vez, e as camisas mais bonitas e os casacos que eu sempre quis roubar pra mim, mas que você nunca usou. Os perfumes caros e todas aquelas informações dentro de um espaço destinado somente a você e que você nunca arrumou. São quase trinta dias sem ir na varanda do seu quarto, naquele quarto andar e que dava pra ver os prédios e as casas e o céu no fim de tarde, os mais bonitos que eu já vi. E bem atrás de mim, sempre estava ele. E eu sempre roubava - ou tentava roubar - sua atenção lhe atraindo pra um sexo rápido na cadeira, só pra aproveitar a tarde quente e poder tomar banho mais relaxada.
Minha saudade é suprida com a sua voz na minha mente e me recorda as piores conversas que já tive com alguém. Minha saudade é suprida pela vontade de te ver e de saber que vou me arrepender assim que eu estiver voltando pra casa. Minha saudade morre quando eu me desligo do mundo com fones de ouvido e escuto "Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part"