terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O que você quer de mim?

Sua sede é de quê? De desejo, de auto-estima, de poder, de obedecer? Você tem fome de quê? De carinho, de rejeição, de afeto, de açúcar, de sofrimento ou de piedade?
Sua necessidade é real ou é necessária? Você quer o quê de mim?
Não sou uma boa pessoa. Nunca fui. Nunca serei. É uma meta de vida. Se algum dia eu for boa, prepare-se para pagar por isso. Eu cobrarei. Assim como me cobro todos esses pontos. Que deveriam ser finais. Mas não são.
Eu não tenho nada a oferecer. Talvez uma ou duas tardes ensolaradas e aconchego na cama, como se fosse um domingo bem preguiçoso. Ou talvez te acordar com minha boca salivando o que já está acordado, bem antes de você. Talvez isso aconteça mais vezes do que as tardes preguiçosas. Talvez nossos dias não sejam planejados, ou talvez sejam...
Eu tenho incertezas pra dar e vender. Tenho a vontade de estar por perto e isso bastar. Tenho vontade de tomar os dias e as noites e as vírgulas e não dar fim a tudo o que necessito.
Não sei o que você quer de mim. Eu sei o que você não quer. Meus pontos finais.

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